A vacinação contra a gripe será ampliada para toda a população paranaense a partir da próxima segunda-feira (29). Com a mudança, qualquer pessoa com mais de seis meses de idade poderá receber o imunizante gratuitamente nas unidades de saúde dos municípios, conforme a organização de cada rede municipal.
A decisão foi tomada em conjunto pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios do Estado. A ampliação foi oficializada por meio da Deliberação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR) nº 273/2026, levando em consideração o período de maior circulação do vírus influenza e a cobertura vacinal já alcançada entre os grupos prioritários.
Segundo a Sesa, a expectativa é aumentar a proteção da população durante o inverno, período em que há maior incidência de doenças respiratórias. Apesar da abertura da campanha para o público em geral, o Estado reforça que crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde continuam sendo os grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela gripe e devem procurar a vacinação o quanto antes.
Até o momento, o Paraná já recebeu mais de 4,2 milhões de doses da vacina e aplicou cerca de 2,26 milhões de imunizantes. O Estado ocupa a quinta posição no ranking nacional em número absoluto de aplicações e apresenta cobertura vacinal de 47,18% entre os grupos prioritários, acima da média brasileira, que é de 42,70%. A meta é atingir 90% desse público.
Dados do último boletim epidemiológico da Sesa apontam que o Paraná registra mais de 10 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 441 mortes. Desses, 1.535 casos e 88 óbitos foram causados pelo vírus influenza. As autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.
A estratégia de vacinação poderá variar entre os municípios, que definirão horários, locais e cronogramas de atendimento de acordo com a realidade de cada cidade. Para receber a dose, basta comparecer a uma unidade de saúde com documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.