Uma extensa plantação de girassóis na região do Aeroporto Capitão João Busse tem despertado a atenção de moradores e visitantes em Apucarana. A paisagem, que colore o campo com milhares de flores, acabou se tornando uma atração espontânea e vem recebendo grande fluxo de pessoas, principalmente aos fins de semana.
O cultivo foi iniciado há cerca de 60 dias pelo agricultor Luiz Henrique Barbosa Silveira, de 33 anos, funcionário da empresa responsável pela propriedade. A área plantada ocupa 37 alqueires, o equivalente a aproximadamente 89,5 hectares ou cerca de 52 campos de futebol.
A lavoura faz parte de um projeto da empresa voltado exclusivamente para a produção de óleo de girassol, que também possui plantações em Rolândia e Arapongas, somando mais de mil alqueires destinados à cultura. Segundo o agricultor, a área era utilizada anteriormente para o cultivo de soja e milho.
Embora o objetivo da plantação seja exclusivamente comercial, a beleza do cenário acabou atraindo a população.
“Por ser uma coisa diferente, acaba chamando a atenção”, comentou Luiz Henrique. Segundo ele, durante a semana o movimento é tranquilo, mas aos sábados e domingos o fluxo de visitantes aumenta significativamente.
“No fim de semana, você tem que esperar o pessoal sair para poder até passar pela estrada, porque é tanta gente vindo”, relatou.
Como se trata do primeiro cultivo da espécie na propriedade, ainda não há uma data exata para a colheita. A expectativa é de que a paisagem permaneça disponível para visitação por cerca de mais 50 dias, dependendo das condições climáticas.
“Acredito que são mais uns 50 dias para o povo aproveitar a paisagem. Só não pode chover muito, porque a chuva faz eles madurarem mais rápido e aí entra a plataforma para colher para a indústria”, explicou.
Além do interesse turístico, a plantação também tem servido como espaço de aprendizado. Nesta sexta-feira (26), alunos do quinto ano da Escola Municipal José de Alencar participaram de uma aula de campo na propriedade.
A atividade integra o projeto “Girassol: Um Símbolo de Sustentabilidade e Desenvolvimento”, desenvolvido dentro do programa estadual Agrinho, sob coordenação da coordenadora pedagógica Cleonice Aparecida de Paula de Moura e das professoras Gisele Feskiu e Gislaine Andrade Ockner.
Segundo a coordenação da escola, a proposta busca aproximar os estudantes da agricultura, da ciência e da sustentabilidade.
“O objetivo é promover a integração entre educação, ciência, agricultura e sustentabilidade”, destacou a coordenadora.
Ela explica que os alunos aprendem sobre o ciclo de vida da planta, sua utilização na alimentação e na produção de óleo, além de desenvolver valores ligados à responsabilidade, cooperação e preservação ambiental.
Como parte do projeto, os estudantes registrarão as observações em diários de campo e participarão de atividades interdisciplinares envolvendo Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Arte. Na próxima semana, a escola também receberá um engenheiro agrônomo, que apresentará aos alunos informações sobre a cultura do girassol e sua importância para a região Norte do Paraná.